Archive for November 2009

Antigamente, todo mundo queria estar na “crista da onda”, mas hoje a moda é mesmo estar na Wave. Só que o Google, pelo menos por enquanto, está liberando o acesso a esta “inovadora” ferramenta apenas para alguns poucos escolhidos. Já faz algumas semanas que entrei para este “seleto” grupo de usuários iniciais, mas foi só dia desses que recebi do Google alguns convites para distribuir para quem eu quisesse. Antes que as pessoas começassem a me pedir achando que é festa de Cosme e Damião, pensei em algo mais interessante para a distribuição.

Então surgiu o Desafio Redator. Qual era o objetivo da brincadeira: criar títulos para a imagem abaixo. Os mais persuasivos e criativos ganhavam convites para o Google Wave (e alguns do novo Orkut que estava comigo dando sopa).

Não imaginei que tanta gente ia participar e que a brincadeira ia render tantos títulos (entre os interessantes e os que fariam meu diretor de criação se jogar pela janela); a página do desafio recebeu cerca de 590 visitas em apenas 1 dia. Antes mesmo de anunciar os vencedores, já estavam me sugerindo que eu comentasse as ideias, e decidi usar o blog (novinho em folha) pra isso. Fiz abaixo uma seleção de alguns títulos para detonar comentar.Então, vamos nelson que a hora é elson.

@MichaelGalli

1 em cada 5 redatores usam a primeira idéia


Já vou começar com a ideia que mais se destacou. Quando a brincadeira começou, os títulos tendiam primeiro para ideias mais institucionais e de conscientização, que utilizavam a fórmula “1 em cada 5″. Algo bem foto-legenda mesmo. E aí aparece alguém com a mesma ideia, mas usando uma “gracinha” metalinguística voltada para o escopo do próprio desafio: o universo do redator. Foi impossível não deixar escapar uma risadinha. O cara fez um título bem “primeira ideia”, justamente para falar sobre redatores que ficam na primeira ideia, satirizando até mesmo a situação manjadíssima da foto-legenda – do qual ele também faz uso. E por isso consegue despertar uma reação. E é esse o objetivo do redator ao escrever um título: encontrar uma maneira de impactar quem está lendo.

Entretanto, essa frase tem um erro gritante de português, e por isso foi desclassificada. O mesmo erro também foi encontrado em vários outros títulos que seguiram a fórmula “1 em cada 5″:


@caviloos

1 de cada 5 brancos gostam de BlackMusic


O erro está na concordância verbal; afinal, ninguém diz “A cada 5 brancos, 1 gostam de Black Music” ou “A cada 5 redatores, 1 usam a primeira ideia”. O certo seria “1 em cada 5 redatores usa a primeira ideia” (e atenção, “ideia” não leva mais acento). Redator pode até ficar na primeira ideia, mas nunca pode descuidar do português.

@ericssonbarbosa

O aborto apaga vidas.

@rafanoris

Uma em cada 5 crianças que navegam pela internet é alvo de pedófilos.

@ericssonbarbosa

Preserve o meio ambiente, evite as queimas desordenadas.


Aqui, alguns exemplos de como as pessoas acham que escrever para conscientização é simples. Embora a imagem possua inúmeras possibilidades, tiveram que forçar um pouco mais a cabeça para chegar em títulos que vendessem produtos. Isso acontece porque escrever mensagens de conscientização é ficar na zona de conforto. Parece que basta colocar “aborto”, “pedófilos”, ou “preserve o meio ambiente” em um título para despertar alguma reação nas pessoas.

É claro que não dá pra passar batido por esses temas, mas um texto precisa ir um pouco além para conseguir despertar uma reação sincera das pessoas. A gente escuta tanto sobre “preservar o meio ambiente”, que a frase já está esvaziada de sentido. Não significa mais muita coisa. E aí está o desafio do redator: como ir além disso? É preciso ter uma sensibilidade muito aguçada e saber bem sobre o que está falando para mexer com o emocional do público. E tudo o que temos quando apelamos para o fácil são mensagens superficiais, que, quando não estão dizendo da forma errada, não dizem absolutamente nada.

@???????

cotas: uma retratação em forma de preconceito. Diga NÃO as cotas.


Vou manter anônimo o autor dessa pérola, por razões bem óbvias. Lembra o que eu falei aqui em cima? Duvido seriamente que o animal que escreveu esse título sequer saiba o que está falando. Além do texto apelando para o fácil, da estrutura óbvia, da mensagem vazia (que não diz nada além do evidente preconceito do autor), temos uma falta de noção e sensibilidade que por si só já valiam um prêmio. Tudo bem você ser contra as cotas, não desconsiderei seu título por discordar do seu ponto de vista. Você pode até defender a volta da sociedade escravocrata, por que não? Se quiser, pode até vender a ideia do nazismo e do extermínio em massa, que por mim tudo bem. Mas querido, você vai precisar ir muito, muito além disso e escrever algo mais inteligente. Continue estudando. A propósito, já ouviu falar de Goebbels?

@hi_tanpopo

tenha senso de equipe, e compartilhe suas idéias. ou vai queimar seus neurônios sozinho?!

@ericssonbarbosa

Alub: Aqui quem queima neurônios se destaca.


Aqui, temos duas linhas de pensamento bem bacanas. Depois de escrever bastante, o Ericsson consegue desenvolver um título mais vendedor, para um cursinho de pré-vestibular, demonstrando que um redator não pode parar nas (cinquenta, cem) primeiras ideias para chegar a um título melhor. Onde quer que as boas ideias estejam, é preciso muita caminhada para chegar até elas. E o que diferencia os bons (e criativos) publicitários do resto é justamente essa distância percorrida: os fracos ficam no meio do caminho.

No título da Júlia, temos um bom conteúdo, mas pouca forma. Esse é outro aspecto importante: o refinamento do texto. Cortar, trocar, reescrever, arredondar, pensar na melhor estética – sem piedade. Um longo e disforme “tenha senso de equipe, e compartilhe suas ideias. ou vai queimar seus neurônios sozinho” pode ser lapidado e enxuto até atingir uma forma de “Compartilhe ideias. Não queime neurônios sozinho” ou “Quem trabalha em equipe não queima neurônios sozinho”, e ainda pode melhorar.

@AlexCastroLLL

Dar uma e brochar é normal. Tome viagra e dê a segunda, a terceira, a quarta…


A ilustre participação do Alex Castro apócrifo também é um bom exemplo de um texto que precisa de refinamento para chegar a uma forma mais persuasiva. Uma forma de resolver seria “Mantenha o fogo depois da primeira” ou “Continue aceso na segunda, terceira, quarta…”. Assim é possível manter o humor, acrescentar a persuasão, deixar o nome do produto (Viagra) só na assinatura, e fugir de termos como “dar uma” e “brochar”, que de tão explícitos e óbvios tiram o tesão da interpretação.

Por isso redatores fogem de títulos “foto-legenda”. É brochante.

@thiago_ir

Pior que ficar de cabeça quente e se queimar, é ter que reconhecer que estava errado e se curvar aos outros.

@Ramostm

Aqueles dias te deixam desconcertada e de cabeça quente? Novo íntimos absorve 4x mais que os absorventes comuns. Íntimos

@LandNick

Desculpem amigos, mas perdi a cabeça por aquela mulher!


Aqui, alguns exemplos de títulos redundantes com a imagem. O que mais observei nessa brincadeira foi a necessidade das pessoas ficarem explicando a imagem. Título não é feito para explicar a imagem. Não podemos esquecer que a imagem também fala; logo, imagem e texto devem ter vozes próprias. O engraçadinho @3df (que até fez uns textos bem bacanas) deu um bom exemplo de como tirar o tesão do leitor com um título foto-legenda: “Cinco palitos de fósforos, sendo o da direita queimado”.

Mais uma coisa importante: isso de usar pergunta em título é coisa de Polishop. “Aqueles dias te deixam desconcertada e de cabeça quente?” Céus… Que os deuses da propaganda não permitam que alguém escreva isso em um anúncio de verdade, e o atinjam com um raio antes disso. Como já diria minha professora de Redação, Raquel Cantarelli, quando você usa uma pergunta em um título, se a resposta para ele for “não”, você já perdeu um público que não vai nem terminar de ler o anúncio. Com um ajuste simples, já ficaria bem melhor: “Para dias que te deixam de cabeça quente” e na assinatura: “Intimus. Absorve 4x mais que os outros absorventes”.

Lembrando que a assinatura é tão importante quanto o título. Até a marca do produto é um importante elemento para o sentido da mensagem.

@eduardodosreis

Quanto mais você deseja se parecer com os outros, mais você se queima. Tenha estilo, use fulanimdetal.

@mbselmy

Como Publicitário, ele é um ótimo Bombeiro. Assina: PA (Publicitários Anônimos)

@MichaelGalli

Quem age por impulso no mercado de hoje não dura muito tempo. (Marketing Galli’s S/A – Consultoria)


No título do Eduardo, temos uma mensagem que nos diz que a gente se queima quando tenta parecer com os outros (ideia boa, mas lembra da dica de refinamento de texto?). No final, diz que ter estilo mesmo só usando a…? E aí hesita em assinar usando uma marca de verdade. Se tivesse assinado como, sei lá, Levi’s, ele conseguiria fechar a mensagem com um sentido mais completo. Quando estiver criando um anúncio, nunca subestime a capacidade da marca em falar por si só. Basta folhear alguns anuários para perceber isso.

O título assinado pelos Publicitários Anônimos traz uma mensagem de humor relacionado ao dia-a-dia do publicitário, que às vezes tem que trabalhar “apagando incêndios” para os clientes da agência. É possível até ter uma dupla interpretação da imagem a partir do texto: o fósforo seria o job apagado pelo publicitário apagador de incêndio, ou seria o próprio publicitário, esgotado, cansado dessa penosa tarefa? Daí a importância da assinatura para fechar o sentido do título, que nesse caso também precisa de um refinamento.

O Michael parece saber mais do que ninguém da importância da assinatura; afinal, usou para autopromoção. Além do inteligente oportunismo, conseguiu um título consistente, que consegue ir além e trazer um novo sentido para a imagem, falando bem o que se propõe a dizer. Não é o tipo de título que apela para o emocional ou para o humor explícito, mas é o tipo de texto que desperta um estalo do lado esquerdo do cérebro: o hemisfério da razão.

@Mayara_Regia

2009 está no fim. A quem você dará poder nos próximos quatro anos? Eleições 2010.

E para finalizar os comentários, um dos melhores títulos, na minha opinião. Conseguiu surpreender por abordar um tema dentro da linha de conscientização que exige um pouco mais do que somente apelar para o fácil, além de abordá-lo em um momento bastante oportuno, às vésperas de ano de eleição.

Fiquei bastante satisfeita com a experiência, e parece que muita gente também gostou de exercitar a criatividade. Já estão me perguntando quando será o próximo Desafio Redator. Embora eu ainda tenha um bocado de convites para o Google Wave, acho que vou ter que pensar em outra premiação; mas tão logo espero poder contar novamente com o entusiasmo de todos vocês para mais uma rodada de muitas ideias, títulos e comentários. Porque um bom redator não fica na primeira ideia – e nem no primeiro desafio.

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“Um texto só é um texto se ele oculta ao primeiro olhar, ao primeiro encontro, a lei da sua composição e a regra de seu jogo”

Derrida

Uma das muitas frases que me marcaram na leitura do livro “Jornalismo e Literatura – a sedução da palavra”, uma coletânea com material de vários autores (organizada por Gustavo de Castro e Alex Galeno) trazendo intrigantes e importantes relações sobre o escrever jornalístico e o escrever literário.

Recomendo.

[Publicado originalmente em 23 de março de 2009]

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Nov/09

27

Microconto do desencontro

Era uma vez um mundo com dois lados. A gente entrou junto e saiu separado: eu desencantei, ele ficou deslumbrado.

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[Publicado originalmente em 18 de janeiro de 2009]

Definitivamente não foi uma escolha minha. Se fosse, eu teria escolhido algo que me fizesse sentir bem, algo que eu conseguisse fazer mantendo uma freqüência regular que não me machucasse com tanta exigência. Mas aí, quando me perguntaram o quê eu realmente queria fazer (já que eu reclamava tanto disso), não soube exatamente o que responder.

Na última festa que fui, reuni-me com alguns novos amigos. Foi mais interessante ficar ouvindo as histórias que eles tinham para contar do que arriscar uma participação mais central. Não é meu forte contar histórias sobre mim, e é o que se espera nesse tipo de confraternização. Enquanto eu estava ali ouvindo, e tomando nota mental de qualquer detalhe que pudesse ser interessante usar depois, percebi que estou mais envolvida com isso do que eu realmente gostaria.

Muito prazer, meu nome é Aline. E sou uma escritora.

Talvez eu sempre soubesse disso, mas como geralmente é uma coisa estranha de se dizer, algo estranho de se declarar (ao menos que você já tenha pelo menos um Best Seller publicado), foi algo que tive que assumir (dolorosamente) com o tempo, especialmente com um diálogo que tive há algum tempo.

-Eu não sou muito boa nisso. Não sou boa o suficiente para ganhar dinheiro com isso. Muitas outras pessoas fazem design melhor do que eu. Muitas pessoas fazem desenho profissional de uma forma que eu nunca vou conseguir. Eu ia achar muito legal trabalhar como redatora ou na parte de planejamento, mas ainda é muito cedo para que eu consiga.

-Então… O que você realmente quer fazer?

Aquela era uma pergunta difícil, mesmo para uma pessoa que sempre acreditou ser movida por suas melhores convicções. Mas não era uma pergunta tão simplista que iria me pegar. Não mesmo.

-Quero trabalhar para mim mesma. – Naquela hora até pareci triunfante. Cheguei até a acreditar que era a resposta que eu precisava encontrar para a minha vida decadente e sem estilo fazer algum sentido.

-Ah, mas isso é muito vago. Trabalhar pra você mesma fazendo o quê? Desenhando? Criando para publicidade? Escrevendo? Fazendo projetos? Você tem que saber o que você quer.

Quase perguntei de volta se ele sabia o que queria. Ser versátil às vezes é dureza, e ele também sabe disso. Eu pensei em responder que o queria mesmo era escrever. Poder viver disso. Eu ainda não sei exatamente como é possível viver disso sem precisar ser muito famosa… Mas foi o que pensei na hora, não me recriminem ainda.

-Talvez eu devesse ser só dona de casa.

Essa conversa acabou mais ou menos por aí. Mas as outras conversas continuaram dentro de mim, enquanto na festa eu invejava a forma como as pessoas pareciam tão misteriosas e inteligentes contando histórias daquela forma, fumando como se fosse um ato sexual. Eu apenas prestei atenção, ouvia as histórias, soltava comentários assertivos pouco relevantes, apenas porque fazia parte de ouvir.

Comecei a me sentir incomodada com algo em mim. Como se eu fosse uma farsante. De tudo que eu sabia sobre escritores, era quase certo que fumar fazia parte do processo criativo (ou era algo como uma afirmação pessoal necessária para intimidar as idéias certas). Então… era isso. Eu não conseguia me dizer escritora, pois, além de escrever, eu precisava fumar, beber, ou consumir algum outro tipo de droga qualquer, e ter histórias para contar quando outras pessoas estivessem lá para ouvir. Céus, nem café eu bebo. Além do mais, sempre acreditei que um bom escritor devia ter pelo menos um gato (Neil Gaiman adora falar dos seus, por exemplo), mas de alguma forma, isso ia contra os meus princípios.

E além do mais… o que eu andava escrevendo nos últimos tempos? Alguma coisa? Revirei meus arquivos e vi uma série de pastas com tudo o que restou de coisas antigas, muitas jamais lidas por ninguém além do meu olhar crítico e reprovador, que costuma deletar dois parágrafos enquanto escrevo um. É uma média desanimadora.

Mas eu precisava fazer algo a respeito. Alguém que não fuma, não consegue contar histórias em festas, não consegue se dizer escritora (muito menos outra coisa qualquer), não bebe café, não tem um gato e não consegue acabar suas histórias precisa tomar atitudes drásticas.

A primeira delas foi me apresentar como uma escritora, bem ali, no início do post. Já que não há melhor forma de definir alguém que escreve (seja lá o que for) como escritor. Então não me julguem mal; não tenho nenhum Best Seller publicado.

Jurei para mim mesma no início do ano (seres humanos de recesso não podem ser considerados aptos para ponderar o que devem ou não fazer em promessas de ano novo) que iria ser menos criteriosa e escrever qualquer história de merda que me viesse à cabeça (eu já comecei uma, e não me lembrava que eu conseguia digitar tão rápido até escrevê-la numa noite qualquer).

Daí o blog, que nesta questão é praticamente uma regra de três (a solução para todos os problemas), surge como o escape de todas essas idéias, para que o fim delas não se resuma a ficarem esquecidas e intocadas em uma pasta no meu computador. Com isso, abro mão do meu olhar crítico e reprovador para adotar o olhar crítico e reprovador de terceiros, que não é necessariamente melhor, mas pelo menos não apaga dois parágrafos a cada um que eu escrevo.

Depois dessa experiência, não sei se poderei dizer que sou escritora com tanta ênfase. Não sei se poderei dizer que amo fazer isso. Definitivamente, não foi uma escolha minha (acostumem-se, adoro repetir frases durante os textos), e não é algo que eu considere prazeroso. Escrever é um ato de angústia, é trabalhoso moldar a imaginação esteticamente para que possa ser transmitida aos outros, é um saco se sentar na frente do computador com um monte de idéias na cabeça que você não vai conseguir definir. E é ainda pior quando você não fuma para pelo menos manter alguma pose de criativo; acredite.

Mas se quiserem me convidar para festas, sim, eu vou com todo prazer.

N.A [1]: Essa na foto não sou eu. Créditos da foto aqui.

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Nov/09

27

Inaugurando

Mais um semestre chegando ao fim. Significa que muita coisa aconteceu desde maio, mais ou menos no final do semestre passado, quando resolvi me mudar do blog que achei que já estava na hora de evoluir e virar algo maior, tamanho o carinho que tomei pelo projeto.

Vejamos: de lá pra cá, virei usuária compulsiva do twitter; entrei no quarto semestre da faculdade crente que ia ser ótimo, quando na verdade eu estaria prestes a enfrentar o período acadêmico mais tenebroso da minha vida; comecei a estagiar de redatora em uma agência de publicidade, coisa que eu achei que não estaria disposta a enfrentar tão cedo (e apesar das dificuldades, tenho sobrevivido); tive várias ideias e comecei vários projetos, que assim como meu portfólio, não conseguiram avançar muita coisa; fiz uma campanha que ganhou o primeiro lugar na Funyl (e até pensei em virar Atendimento depois da apresentação que fiz); já decidi qual será o meu projeto de conclusão de curso e já comecei a pesquisar; decidi definitivamente que vou seguir carreira acadêmica e já estou fazendo planos para um mestrado em Teorias da Comunicação; entrei no cheque especial pela primeira vez e nunca mais saí; fiquei mais ranzinza e escrota; comecei a usar óculos (já tava passando da hora) e, vejam só, cheguei até a frequentar academia por um tempo.

Muita coisa aconteceu, hein. Menos o tal do blog para o qual eu queria tanto me mudar. Até que, em um belo fim de semana sem muita coisa para fazer, o Marcos, que entre outras coisas é diretor de arte, webdesigner e meu namorado, resolveu fazer esse esse blog nascer de cesariana mesmo, custe o que custasse. Só tenho a agradecê-lo por tanto entusiasmo, paciência (tentar fazer algo comigo ao lado opinando não é fácil), e pelas horas quebrando a cabeça com o wordpress para conseguir montar um blog cheio de recursos legais, do jeitinho que eu queria.

Agora com tudo pronto, voltar a escrever “de verdade” vai ser um baita desafio (já que escrever eu escrevo todos os dias, afinal eu trabalho com isso). Não espero que eu vá conseguir, de início, manter um ritmo bacana de postagem, mas com as férias da faculdade chegando, vou ter um bom período para começar a desenvolver esse ritmo e não parar mais (diferente do que aconteceu com a academia, eu espero). Afinal, como uma amiga sabiamente me disse, tenho que continuar alimentando a fonte da criatividade escrevendo com liberdade, se preciso sempre criar sob demanda.

Aos estimados leitores que colecionei em meu blog anterior e aos novos leitores e visitantes, sintam-se em casa e não reparem a bagunça. Espero que o amontoado de ideias, opiniões e posts que vocês encontrarem por aqui consigam despertar aquela coceirinha em seus respectivos cérebros, e sejam bem mais do que “Histórias Esquecidas”. ;)

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PS: Nos próximos dias, vou publicar os melhores posts do blog antigo, no melhor estilo “retrospectiva 2009″ que todo mundo adora quando chega o final de ano.

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