Archive for December 2009
Não importa que o ano já esteja experimentando seus derradeiros momentos, agora que o calendário quase se esgota; a gente só tem a sensação que o ano acaba mesmo com uma daquelas manjadíssimas retrospectivas (ou com a tal maratona de São Silvestre, um clássico dos 31’s de dezembro).
Por mais que eu não seja exatamente do tipo que adoooora um reveillón, que se veste de branco com uma roupa íntima colorida pra chamar dinheiro, que sai por aí estourando champanhes, comendo lentilhas e cumprindo as mais desvairadas simpatias, sinto que alguns rituais têm lá seu gostinho quando cumpridos. É como usar uma espada, com um golpe limpo, preciso e cruel, para arrancar a cabeça daquela criatura que já agoniza, somente à espera de seu golpe de misericórdia. Okay, okay, dramatizei demais. Mas vocês entenderam a essência da coisa, né?
E como esse ano passou voando, rápido e certeiro como uma mensagem de 140 caracteres, nada mais justo que uma retrospectiva à moda do Twitter. Vai aí a seleção dos meus tweets sobre os assuntos mais relevantes do ano. Separei por categorias, caso você seja um daqueles leitores “new generation” que não conseguem ler nada com mais de 140 toques. Sirva-se! (meus comentários aparecem em negrito, assim ó)

Adeus ano velho!!!
#Acontecimentos Memoráveis
1. Na minha cabeça, só consigo aplicar às palavras “ideia” e “linguiça” as novas regras ortográficas.
2. Opaaa! Dia do desenhista que emoção! (15 de abril, marquem em seus calendários!)
3. Só sei de uma coisa: um país com nível de escolaridade tão baixo não devia estimular seus profissionais a não fazer faculdade. #prontofalei (sobre a queda do diploma de jornalismo)
4. Não acredito. Agora até meu pai @elsiosoares tem twitter. O que tá acontecendo com esse mundo?
5. Parece que a morte de um astro é mais relevante que um golpe de estado. Enqto isso, em #Honduras… http://migre.me/2YEX
6. A onda conservadora e a batata da onda. Agora só posso comer o salgadinho rosa? http://migre.me/3s2d
7. Feliz Dia do Escritor! 25 de julho! \o/ (via @robertodenser)
8. Pela primeira vez, entrei no cheque especial! Sem dúvidas, um momento inesquecível.
9. Comercial das havaianas: homem sendo objetificado sexualmente e idosa falando de sexo. Não precisou de mais nada para incomodar as pessoas.
10. Que tipo de roupa um HOMEM precisaria usar para causar a mesma confusão que a “puta” da Uniban? #pense
11. Meu irmão sobre #Rio2016: “Foda-se, tanto faz. O mundo vai acabar em 2012 mesmo” XD
12. Copa do Mundo e Olimpíadas inspiram um patriotismo vesgo nas pessoas. #prontofalei
13. Só alguém com mentalidade muito medieval pra querer dar à internet o mesmo tratamento de rádio e TV nas eleições.
14. Parece que finalmente estou no GWave, mas não faço ideia de como mexer nisso…
15. Remember, remember, the 5th november… RT @dbastos saudemos o dia de guy fawkes tentando explodir alguma coisa. todos. agora. comigo.
16. Eu vi e adorei o ensaio da Playboy com a @youngporra. Minha foto favorita é a que ela está dentro de uma gaiola, vestindo só um corselete…
17. Qual é o retardo de pessoas que lutam pelo direito de discriminar e ofender gays, sendo contra o PL 122?
18. I´m an oldschool retweeter! RT @RenataLocutora Eu fico mesmo é com RT raiz, o RT moleque, o RT arte!
19. Dia mundial de combate à AIDS e ao preconceito. #red (o dia em que o Twitter se pintou de vermelho por uma causa nobre)
20. Justo no dia em que o #iesb pode ir pelos ares em um atentado contra #Ahmadinejad eu não estarei presente. Tsc. (dia da visita do malucão iraniano ao Brasil)
21. O que está acontecendo com essas blogueiras que ficam com crise de identidade e fecham seus blogs? Pô…
#Universo publicitário
22. Huahauhau! Calvin explicando muito bem meu processo criativo: http://tinyurl.com/6ptx64 (via @radfahrer)
23. Semana literalmente punk: job de campanha na agência, apresentação do seminário de semiótica, e trabalho final da Funyl. Espero sobreviver.
24. Resultado da semana tensa: Campanha aprovada na agência. Ganhar primeiro lugar na Funyl. Sucesso total no seminário de Semiótica.
25. “Ai ai… Quando vão entender que viral é EFEITO, e não causa – e que não é sinônimo de mal-feito?” Luli Radfahrer
26. O engraçado de ser publicitária: minha mãe não faz a mínima ideia do que eu realmente faço.
27. Ser publicitário é como ser puta. Você trabalha até tarde da noite e seus pais não sabem direito o que vc faz. (essa é do @mr_numbersix)
28. A Bees tem cada ideia de jirico pro IESB, que eu não sei quem é pior: quem cria, quem aprova, ou quem perde um tweet falando dessa merda.
29. Chico Buarque by publicitários: (sen-sa-cio-nal XD) http://filli.blogspot.com/2009/09/desconstrucao.html (ser retuitada pelo Marcelo Serpa: acho que vai até pro meu currículo, hein!)
30. Eu já sei o que acontece quando me dizem: “Vou te passar um job que você vai adorar…”
31. Saber escrever textos curtos e simples é uma arte. No meu caso, uma arte abstrata.
32. A retórica aristotélica é meu pastor e nada me faltará.
33. Jingle bells, Jingle bells. Acabou o título. #JobDeNatal
34. Depois do filme “Atividade Paranormal” tô pronta para fazer muitos jobs fantasmas.
35. Esse negócio de só escrever sob demanda cansa. E muito. #BloqueioMental
#Vida Acadêmica
36. Você acha que pessoas que fazem pesquisas são chatas?
37. Acabo de me tornar mãe. Esse Relatório Final de Pesquisa foi um verdadeiro parto.
38. Eu estava doida pro semestre acabar… mas agora que está acabando, começo a me sentir um pouquinho vazia.
39. Pra ele não esquecer RT @caviloos: ALINE, GRAVA ISSO EU VOU SER UM ALUNO EXEMPLAR SEMESTRE QUE VEM (e não é que ele cumpriu mesmo?)
40. Menções na faculdade: SS (super star) MS (muita sorte) MM (mais ou menos). Com 3 Super Stars e 2 Muita Sorte, acho que tô bem esse semestre. (mas no seguinte acabei tirando 1 Super Star e 4 MS, de “Muita Sacanagem”)
41. Passei a manhã lendo sobre Semiótica. É impressionante. (mais impressionante ainda é como alguns professores conseguem acabar totalmente com o interesse dos alunos por uma matéria. Dá-lhe, Rita!)
42. Complicado isso do IESB demitir os professores…
43. Dúvida. Depois de toda a reviravolta no IESB no final do semestre passado, será que pelo menos o prédio continuará lá quando eu voltar?
44. RT @caviloos “Eu odeio o pessoal da minha sala”
45. Eu já disse hoje que odeio as pessoas da minha sala? … Ah, tá.
46. Hoje eu constatei empiricamente que cursar faculdade definitivamente não confere a ninguém inteligência e senso crítico.
47. Tive um insight incrível esse final de semana, que, se não acabar virando meu TCC, vai pelo menos chegar a ser meu pré-projeto. (e vai virar mesmo, me aguardem!!)
48. Perto da hora de ir para a facul, bate o desânimo. Chego lá e tenho que ouvir cada boçalidade de alguns primatinhas semi-evoluídos. Pff.
49. “Oi, Aline! Ainda não fiz a dissertação de ética, tava pensando em pegar a sua que o prof gostou e mudar o contexto pra entregar pra ele.” – Ajudem-me a criar uma boa resposta pra esse animal.
50. Ao animal que me pediu a dissertação para “mudar o contexto” e entregar para o prof, respondi o email com cópia para TODO MUNDO DA SALA.
51. Uma professora que fala “tipologia” em vez de “tipografia” TRÊS VEZES SEGUIDAS não merece o meu respeito.
52. Rita Brasil, favor desista de ser professora. Obrigada.
53. Lição do FDS: A faculdade é um jogo feita apenas para os professores vencerem – não importa o que aconteça.
54. Oficialmente, acabou o semestre mais tenebroso da minha vida acadêmica. Quinto semestre, aí vou eu.
#Polêmicas
55. A imprensa é anacrônica mesmo. Daí a crise. Não percebem q é mt + interessante termos acesso direto à fonte sem precisar deles.
56. Não tem jeito. Sou fã assumida desse cara, cada vez mais. Ele tinha que ser presidente pelo menos uma vez: @cris_buarque
57. Se existem coisas como coronelismo na nossa política, a culpa é só nossa. Mais do que tuitar, é preciso saber votar e exercer cidadania.
58. Tá certo, já passou da hora dos dinossauros do poder serem extintos. Tirem o Sarney, mas pensem em quem vão deixar entrar agora, PORRA.
59. Mais do que lutar por #forasarney, temos que lutar para que Educação Política seja parte do Ensino do nosso país desde cedo. #prontofalei
60. No blog da Lola: “Meu maior anseio como mulher não é ter filhos, mas sim ser uma mãe capaz de criá-los de uma forma a respeitar o próximo”
61. É impossível haver democracia em um Estado que privilegia a Igreja. Me lembra Idade Média. #foravaticano
62. Ai, que preguiça desse mundo escroto misógino do caralho. [literalmente]
63. “Não adianta ser sujeito na hora de escolher, se o CONTEXTO pode te transformar em vítima da sua própria escolha.” #lingerieday
64. O mais engraçado é sermos todos miscigenados, fazermos piadas como se fôssemos brancos, e acharmos que ainda assim não existe raça.
65. Racistas que não se acham racistas: “Se você não vê o problema, então VOCÊ É O PROBLEMA.” (by @AlexCastroLLL)
66. Bom saber que se um cara me dopar e me violentar agora só vai pegar no máximo 2 anos de cadeia. http://bit.ly/p6fgm (via @tuliovianna)
67. Defender cotas SÓ p pobres é ignorar a diferença gritante entre um pobre branco e um pobre negro. http://migre.me/5kxq
68. Por que RAIOS uma análise política de candidatas a presidenciáveis tem que descer ao nível de “essa dá medo” ou “essa não dá tesão”?
69. “Os resultados nos fazem refletir que a criminalização do aborto está condenando mulheres negras à morte”
70. “A desigualdade leva à religião, e quanto mais religiosas as sociedades, mais desiguais são”
71. Incrível. Pessoas que conseguem acreditar em deus, mas não conseguem acreditar na probabilidade da existência de vida em outros planetas.
72. “A principal função da liberdade de expressão é: sem ela, como saberíamos quem são os idiotas?” Alex Castro
73. Não assumimos que somos privilegiados para continuar acreditando que vivemos em uma meritocracia.
#Cinema
74. Ontem fui assistir UP. O filme é genial, com certeza um dos melh… ESQUILO! …melhores filmes já feitos na história da animação.
75. Hoje assisti ao filme Terra Fria, com Charlize Theron. Quero ver quem é macho de assistir e não sentir o mínimo de empatia pela personagem.
76. Inglorious Basterds: o que posso dizer? Foda. \m/ Não recomendado para maricas.
77. Besouro: super bem produzido, roteiro sem hipocrisia, excelente abordagem sobrenatural, cenas de luta perfeitas. Recomendo!
78. Oh Ewya, por que não nasci em Pandora? #Avatar #QueroSerNavi
#Coisas da Autora
79. A prisão dos 140 caracteres. É agora ou nunca que aprendo a ser pontual ao escrever: ninguém tem todo o tempo e todo o espaço do mundo…
80. “Não te considero uma igual, porque não quero me comparar a uma mulher. Para sermos iguais, você precisa ser homem”: http://migre.me/DbP
81. All men are caught in an inescapable network of mutuality. Martin Luther King Jr. (essa vai até pra minha apresentação de Sociedade em Rede)
82. Já teve a sensação de que a sua vida é um tetris?
83. Para alguns, organizar os emails e deletar todo o lixo da caixa de entrada é inútil. Para mim, é quase uma terapia.
84. Quero ser Wikipedista!
85. O Skoob é o meu novo orkut.
86. “Iniciar um blog signfica q um dia ele será abandonado sem comida e sem assunto. Não me tome como exemplo. Jamais abandone seu blog” by @3df
87. Agora eu sou uma quatro olhos! ^^
88. Eu não esperava que meu Desafio Redator valendo convites pra o Gwave e Orkut ia render tanta participação e ideias! http://twitpic.com/quzy4
89. Hoje é dia de Punk’d em massa… Até meus chefes caíram! Putz! (você pode ler mais sobre o incrível caso do aniversário falso aqui)
#Lado Negro da Força
90. Sabe quando a incompetência das pessoas é tão grande que te dá PREGUIÇA ao invés de raiva?
91. Julho só me lembra uma coisa: inferno astral. Mas dia 29 acaba. Queiram os deuses que sim.
92. Caralho, esse nerdcast é muito retardado. Não tenho paciência.
93. Pro inferno essa TIM. “Sem fronteiras” é o abuso desse plano maldito.
94. Estou cada vez mais adepta da misantropia.
95. Se você me acha megera, estúpida, arrogante, ranzinza e intolerante… é, você tem razão. #prontofalei
96. Vou começar a distribuir #unfollow na vida real também.
97. Não passo adiante algo que alguém me PEDIU para divulgar. Sou só eu que sou assim?
98. Pq maldade dá tanto prazer? #SithFeelings (dizem que isso se chama Schadenfreud)
99. Que foi? Se não gostou de algo que eu falei, dá unfollow. Não tuito para fracos.
100. Que os deuses me dêem paciência. Porque se me derem força, eu vou quebrar esse fucking computador em pedaços.
101. Bons tempos eram aqueles de pura selvageria onde você resolvia os assuntos com uma pessoa enfiando um machado no crânio dela.
102. “As pessoas acham que ser um supergênio é divertido, mas não sabem quão difícil é tolerar todos os idiotas do mundo” (Calvin & Haroldo)
103. Pessoas com QI de caramujo deviam ser banidas do Twitter. Unfollow e block é pouco.
104. Frustração é o nome do ano de 2009 para mim. Abs a todos os envolvidos.
Por pouco e seriam 140 momentos de 2009 em 140 caracteres. Mas resolvi parar no 104 antes de encher a paciência de vocês. Se achou pouco, é só me seguir aqui, ué. E nem adianta vir de mimimi, vocês já estão avisados: não tuíto para fracos!
That’s all, folks. A gente se vê em 2010, com post novo e tudo!
No capítulo anterior, propus um exercício de memória que consistia em tentar lembrar, em 1 minuto, do máximo de nomes de artistas de quadrinhos que fosse possível. Através dessa brincadeira foi possível constatar algo que é fato no mercado editorial de quadrinhos: o pouco espaço que as mulheres têm, em relação aos homens, como criadoras e produtoras.
Mas existem mais mulheres nesse negócio do que a gente imagina (tanto que tive que dividir o post em dois). Aqui, continuo apresentando algumas das artistas que vão figurar no projeto da Marvel previsto para março, a GIRL COMICS, e ainda falo das brasileiras dentro do universo dos quadrinhos.

Começando com Jill Thompson, uma velha conhecida da minha prateleira. Escritora e ilustradora, a grande maioria de seus trabalhos tem alguma relação com o mestre Neil Gaiman, ora ilustrando as histórias escritas por ele, ora ilustrando e escrevendo histórias dentro do universo por ele criado.
Ela tem uma lista gigantesca e invejável de trabalhos: participou de algumas edições de “Sandman”, trabalhou na série “Livros da Magia”, “Orquídea Negra”, “Dead Boys Detectives”, “Vidas Breves” até em “Monstro do Pântano”, sem falar, é claro, do clássico e incrível “Morte – A Festa”. Fez vários trabalhos para a Darkhorse, Marvel, e tem sua própria série publicada pela Sirius Entertainment: “Scary Godmother”, adaptada para uma animação que Jill editou, dirigiu, produziu, assinou direção de arte, pintura de background, etc, etc. Ufa!

"Garotas podem ser o que quiserem! Até personificações antropomórficas de aspectos do Universo!"
Valerie D’orazio trabalhou como editora de várias séries da DC, como “Aquaman”, “Catwoman”, “Arkhan Asylum”, “Liga da Justiça”, “Crise de Identidade”, e vários outros. Mas é em seu trabalho para a Marvel, “Cloak and Dagger” (a dupla Manto e Adaga) que atuou como escritora; além de ter seu próprio livro, chamado “Memórias de uma Super-Heroína Ocasional”. Destaca-se principalmente por ser presidente da associação Friends of Lulu, que trabalha para promover as garotas na indústria de quadrinhos, como produtoras e leitoras. Não deixem de conhecer, elas até organizam Prêmios Anuais!

Aí vai outra ilustradora que trabalha bastante: Colleen Coover, artista com uma lista imensa de trabalhos já realizados para a Marvel, entre eles, inúmeras edições da série “X-men: First Class”. Vale a pena dar uma olhada na galeria dela, seu estilo é inconfundível; além do mais, ela é famosa por suas histórias lésbicas de apelo erótico (cuidado com o link).
Outras artistas que vão estar no GIRLS COMICS: Molly Crabapple , Ming Doyle e Carla Speed McNeil.
Se tem um lugar em que as mulheres não precisam se preocupar com um espaço reduzido de atuação em comparação com os homens, é o Japão. Por mais que a terra do sol nascente já tenha sido (e ainda seja, em alguns aspectos) muito machista e conservador, as artistas de lá não são tolhidas como no ocidente, onde desde cedo a gente aprende que super heróis e quadrinhos são “coisas de menino”. Isso acontece porque o mercado editorial do Japão é bem diferente, devido a uma cultura de leitura muito bem difundida. Logo, existe mangá com linguagem específica para todo tipo de público: crianças, adolescentes, adultos, sejam eles do sexo masculino ou feminino.

A grande maioria das consagradas artistas do Japão atua dentro da modalidade Shoujo (mangá para meninas), com um estilo de desenho mais delicado e com histórias que acabam focando no romance entre personagens e em conflitos emocionais (sem deixar de lado elementos como fantasia, aventura, drama e comédia). Essa é a marca registrada das meninas do estúdio Clamp, por exemplo, com sucessos como “Sakura Card Captors”, “Tsubasa Chronicles”, e “xxxHolic”.
É claro que isso não é uma regra, e a gente consegue encontrar histórias de estilo bem diferente assinadas por mulheres. Como é o caso de Shiori Teshirogi, autora da série “Lost Canvas”, de Cavaleiros do Zodíaco.
Ainda podemos encontrar mulheres altamente bem-sucedidas neste ramo, como Rumiko Takahashi, autora de “Inu-Yasha” e “Ranma ½”: seus mangás são sucesso de vendas, e é a terceira mulher mais rica de todo o Japão. É praticamente a J.K. Rowling oriental.
Vindo para o Brasil, a gente encara o outro lado do mundo e o outro extremo da situação: o próprio mercado de quadrinhos tem pouco espaço no “mainstream”, que é dominado por publicações estrangeiras. Para trabalhar com quadrinhos no Brasil, seja homem ou mulher, é preciso muita coragem para enfrentar um cenário cheio de adversidades, onde é preciso ralar em dobro para alcançar reconhecimento.
Apesar disso, temos importantes nomes para a produção nacional, como Maurício de Sousa, Henfil, Angeli, Laerte, Rafael Grampá, Fábio Moon, Gabriel Bá, Marcelo Cassaro, etc, etc. Mas por aqui, as diferenças se acentuam.
Na lista de indicados ao prêmio HQ Mix de 2009, entre os inúmeros nomes, apenas três eram de mulheres: Adriana Brunstein, indicada a melhor roteirista, Pryscila Vieira e Cibele Santos, indicadas a melhor tira nacional, com “Amely” e “Mulher de 30”, respectivamente. Será que está faltando um toque feminino em nossa produção nacional?

Calma lá, ainda temos outras boas representantes brasileiras nos quadrinhos: Erica Awano e Petra Leão, por exemplo. As duas já trabalharam juntas no que considero a melhor série brasileira de quadrinhos, a história de fantasia medieval “Holy Avenger”; a primeira como desenhista, e a segunda como roteirista de três edições especiais.

Depois de participar deste e de outros bem-sucedidos trabalhos no Brasil, Erica Awano se tornou um talento do tipo exportação, trabalhando para editoras gringas em projetos mega relevantes como a adaptação de quadrinhos do universo de Warcraft, e a série “The Complete Alice in Wonderland”, adaptação com roteiro de Leah Moore (filha do mestre Alan Moore).

Petra Leão, além de roteiros para nacionais como “Holy Avenger”, “Capitão Ninja”, “Dado Selvagem” e “Mercenários”, publicou no mercado americano sua série “Victory”, tornando-se a primeira mulher brasileira a publicar quadrinhos nos Estados Unidos. Atualmente é roteirista da “Turma da Mônica Jovem”, um inovador lançamento da editora de Maurício de Sousa.
Neste post tentei reunir algumas representantes femininas do universo dos quadrinhos, e inevitavelmente, deixei alguns nomes de fora (como de importantes artistas que o Doug lembrou nos comentários do post anterior).
Para finalizar, gostaria de chamar a atenção a um aspecto importante, que é possível observar especialmente em relação ao pouco espaço e reconhecimento dado às nossas artistas, no contexto brasileiro: este é um reflexo do espaço que não é dado à mulher, de uma forma geral, em uma sociedade expressamente machista.
As mulheres acabam sendo reféns de dois lados de uma mesma situação. Elas têm menos reconhecimento e menos espaço para produzirem seus trabalhos em uma área dominada por homens; e em razão dessa dominação masculina, são reféns de estereótipos femininos criados por eles para atender o ideal de um público também composto, em sua maioria, por homens. Afinal, faz parte do apelo ao público desta mídia utilizar personagens femininas que habitam o imaginário masculino, com atributos físicos e vestimentas que, na vida real, são rejeitados pela sociedade. Que dureza ser mulher, han.
Ainda bem que temos heroínas que já conquistaram seu espaço e vêm mostrando que, para produzir quadrinhos, não faz diferença ser homem ou mulher – desde que se tenha talento – e que as mulheres possuem muitos poderes, mas felizmente, a invisibilidade está deixando de ser um deles.
PS: Encontrei um artigo bem completo sobre o assunto. Quem quiser ler mais sobre, clica aqui. ;D
Se você é um dos aficcionados por quadrinhos que, assim como eu, cresceu em meio a um universo que vai além apenas do ato da leitura, então você está apto para um pequeno exercício mental que quero propor: marque 1 minuto em seu relógio, e dentro deste tempo tente lembrar-se do máximo possível de nomes de artistas que trabalharam em personagens e histórias geniais no mundo dos quadrinhos. Pronto? Pode começar.
Agora que o tempo acabou, responda: de quantos nomes conseguiu se lembrar? 10 nomes é uma boa média. Entre eles, aposto que a maioria – ou todos – que você conseguiu se lembrar é de homens. Mas e quanto às mulheres? Seria preciso uma forcinha extra para chegar a algum nome.
Sem dúvidas, a mulher é um elemento dos quadrinhos que não pode faltar para seu principal público consumidor: os homens. Mas, como você já deve ter imaginado pelo exercício de memória acima, não é exatamente dessas mulheres nos quadrinhos que este post trata (até porque seria possível citar mais de 20 boas personagens femininas em menos de 1 minuto). O título se refere, na verdade, às heroínas que estão por trás da criação das histórias em quadrinhos: as roteiristas, ilustradoras, produtoras, e por que não, as leitoras.

Há algum tempo, a Marvel anunciou para 2010 uma novidade que vai atingir diretamente cada uma dessas integrantes do mercado editorial de quadrinhos, e em consequência, o próprio universo das mulheres. A editora irá lançar a GIRL COMICS, uma minissérie feita exclusivamente por mulheres. E isso significa mulheres desenhando, escrevendo, letreirizando, arte-finalizando, produzindo, editando, TUDO. Não é sensacional? A primeira edição está sendo planejada para março, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, e aos 30 anos de fundação do National Women’s History Project e da primeira aparição da Mulher Hulk.
Jeanine Schaefer, a editora da minissérie, falou um pouco sobre esse projeto inovador (minha tosca tradução):
Eu definitivamente penso que mulheres e garotas vão buscar [a minissérie], mas não porque fizemos uma combinação do que poderia fazer mulheres gostarem de quadrinhos. Estou esperando que seja encorajador ver tantas mulheres que estão ganhando a vida em quadrinhos, e a ideia é reforçar que quadrinhos possam ser (e já são) tanto para elas quanto são para os homens.
Para um mercado em que a mulher já alcança alguma expressividade como consumidora (mesmo que o público dominante ainda seja o masculino, assim como os homens também estão no domínio do meio de criação e produção), este projeto da Marvel representa um grande passo para a democratização da produção cultural.
Abaixo, vocês conhecem algumas das autoras e artistas que vão trabalhar no projeto GIRL COMICS – assim, da próxima vez que você fizer o exercício de memória, irá ter alguns nomes femininos para citar! ;D

► Quem leu quadrinhos entre os anos 80 e 90 certamente já leu algo de Ann Nocenti. Foi a sucessora de Frank Miller no roteiro de “Demolidor”. Entre diversos trabalhos para a DC e ainda alguns para a Marvel, foi roteirista de “Someplace Strange“, com a participação de John Bolton, um dos meus ilustradores preferidos.

► Kathryn Immonen já participou de roteiros em “Ultimate X-Men” e “Ultimate Spiderman”, mas seus principais projetos para a Marvel foram “Runaways” (traduzido para o Brasil como “Fugitivos”), em parceria com a ilustradora Sarah Pichelli; e uma série com uma personagem originalmente criada em 1944, “Patsy Walker: Hellcat”, com arte da capa produzida por seu marido, Stuart Immonen, outro grande destaque da editora.
► Marjorie Liu era advogada recém-formada quando percebeu que não gostava da coisa e queria mesmo era ser escritora. Seus principais trabalhos para a Marvel são: “Dark Wolverine”, que conta a história do filho de Logan; e “NYX: No Way Like Home”, uma bem sucedida série de jovens mutantes desgarrados.

► Aí vai um nome que você não pode esquecer se for fã de quadrinhos: Trina Robbins. Essa é figuraça importante na história dos quadrinhos americanos e na participação das mulheres nesse mercado. Tem vários trabalhos notáveis como roteirista, escreve há mais de 30 anos e é responsável pela criação da roupa de Vampirella, além de ter feito a arte a lápis das histórias da Mulher Maravilha nos anos 80. Trabalhou em um jornal feminista underground lá pelos anos 60. Foi ela que lançou os primeiros quadrinhos só para mulheres, chamado “Ain’t me, Babe Comix”. Tem uma extensa bibliografia de não-ficção voltada para o tema da mulher nos quadrinhos – seria bom encontrar alguma dessas obras no Brasil.

► Além de atuar como roteirista, Amanda Conner também é ilustradora e já teve inúmeros trabalhos publicados pela Marvel, DC e outras editoras. É dela o traço da série “Birds of Prey”, da DC (no Brasil, “Aves de Rapina”), “Power Girl”, além de ser responsável pela arte de “SuperGirl” e “Superman: Lois Lane”, além de vários outros trabalhos. E para inveja de muito marmanjo, Vampirella já passou por suas talentosas mãos muitas vezes.
► Outra grande roteirista, Devin Grayson, fez diversos trabalhos para a DC, como: “Novos Titãs”, “Asa Noturna”, “Superman”, “Os Titãs”, algumas edições de “Batman Chronicles”, “Batman Legends of Dark Knight” e outras muitas histórias envolvendo o homem-morcego.

Fez também alguns trabalhos para a Marvel, entre eles “Black Widow” e “Black Widow: Break Down” (Grayson tem os créditos de ter escrito uma das melhores histórias da Marvel que já li, com a ruivíssima e mortal Viúva Negra, definitivamente minha heroína favorita). Tem tantos trabalhos publicados que nem dá pra listar tudo aqui. É abertamente bissexual e o trabalho dela é muito apreciado pela mídia gay.
No próximo post, listo as outras mulheres que são figuras de peso no cenário americano de quadrinhos, e também uma comparação com outros mercados editoriais desse segmento, como o japonês e o brasileiro. E é claro: vou falar da mulher como consumidora de quadrinhos.
Continua…

Ainda que longe de ser uma pesquisadora ou cientista social, pensei que seria interessante observar e estudar os humanos à minha volta, enquanto primatas sociais minimamente evoluídos. Resolvi que desenvolveria minha primeira experiência em um ambiente de emulação social controlado: o Orkut.
Esta ferramenta, pelo menos para mim, não possui nenhuma utilidade aparente que não o lembrete de aniversários (e olha que nem isso eu uso). Esse recurso permite que você seja avisado para quem você poderá escrever scraps cheio de clichês, parabéns com muitos S’s e exclamações e muitos beijos (quanto mais S’s no final, melhor). Não importa o quanto você saiba e reconheça a consideração dos seus amigos/parentes por você, eles acreditam que devem cumprir rigorosamente as formalidades de cumprimentá-lo pelo fatídico dia em que, há alguns anos, você irrompeu de uma placenta gosmenta para vir a esse mundo decadente, sob pena de serem acometidos de um terrível peso na consciência se não o fizerem. Não precisa nem telefonar, nem enviar presentes. Basta escrever aquele scrapzinho ordinário, mas muito especial.

No que consiste a experiência: observar a reação autômata das pessoas ao cumprimentar alguém em razão de seu aniversário.
Como foi feito: configurei no meu perfil (quase inativo) do Orkut minha data de aniversário para 17 de dezembro. Praticamente SEIS MESES ANTES do verdadeiro aniversário da leonina aqui. Como era novembro, ainda demoraria um tempo para aparecer na página dos meus contatos. Mas não tardou e o “grande dia” chegou (e eu, é claro, já tinha até esquecido).
Como sucedeu: O mais cômico de tudo isso é que a primeira pessoa a cair foi justamente minha chefe, que de quebra levou toda a diretoria junto. Se brincar, já estavam providenciando de última hora um bolo e salgadinhos para toda a agência comemorar à tarde. Como eu não lembrava do que eu tinha aprontado, acabei revelando. Perdi a chance de uma boca livre. (Mas uma hora ou outra eles iam olhar na minha documentação no “RH” e descobrir a farsa. Mas bem que eu podia ter tentado!)
A partir daí, foi só diversão. Meu perfil do Orkut ficou abarrotado de scraps de Parabéns e Feliz Aniversário, sem contar os que vieram falar comigo pelo Gtalk e Twitter. Já tinha gente querendo saber onde ia ser a festinha e tudo o mais. O experimento foi extremamente bem sucedido (só 3 amigos não caíram); lamento apenas não ter ganho nenhum presente.

Resultados:
- Por mais que muitos amigos meus já tivessem me cumprimentado em julho, vieram me dar os parabéns em dezembro como se fosse a coisa mais normal do mundo. Isso me leva a concluir que: a) nos dias de hoje, as pessoas precisam dos artifícios virtuais como suporte para suas memórias incapazes de acompanhar a complexa rede social que formamos para nós; e b) posso conseguir ganhar presentes e mimos duas vezes ao ano sem problemas.
- No dia do seu aniversário, acontece um curioso fenômeno: o surgimento de pessoas do nada, que você nem lembrava que existia (e que também não lembravam que você existia) prontas para te dar um um scrap de parabéns. Quem nunca passou por isso, que dê o primeiro block. No print acima vocês podem ver como aniversário é mesmo infalível: pessoas com as quais eu nem falo direito não perderam a oportunidade de figurar em minha página de recados, com mensagens tão singelas quanto aquelas respostas automáticas que a gente recebe quando preenche qualquer formulário de “fale conosco” na internet. Conclusão: os aniversários lembrados pelo Orkut são o único pretexto para alguns de seus contatos falarem com você; quando isso ocorre, a probabilidade é de que você e essas pessoas não tenham muito assunto em comum.
- O mais impressionante do experimento foi a minha própria irmã ter me dado parabéns pelo Orkut, embora ela faça aniversário duas semanas depois de mim. Pude atestar algo do qual já desconfiava: quanto mais fissurado e dependente do Orkut alguém seja (o caso da minha irmãzinha), mais automaticamente esse alguém irá reagir a ele. No caso, ir respondendo “parabéns, feliz aniversário, beijos” a cada lembrete de aniversário que aparece em sua página inicial – muitas vezes sem nem pensar direito com quem está falando.
- Mesmo que em pequenos detalhes uma pessoa demonstre constantemente o quanto tem consideração por você, só quando você estiver completando anos ela irá verbalizar isso mais expressamente. Por que esperar o aniversário para dizer palavras de carinho a alguém? Ou dar um presentinho? Os humanos e suas convenções sociais são mesmo muito engraçados.
- O fato do efeito da brincadeira ter ultrapassado as fronteiras Orkut nos mostra como as redes sociais na internet se misturam/assemelham (e muitas vezes, até substituem) às redes sociais presenciais. Isso permite, especialmente aos profissionais da comunicação, iniciar um movimento na internet e gerar buzz – fazer algo virar o assunto do dia (como muito bem observado por uma das cobaias).
- Conclusões adicionais: a) eu sou uma mala. Portanto cuidado com o que você vê no Orkut, especialmente no meu perfil; b) aconselho aos meus leitores também tentarem algo do tipo. No mínimo, vão se divertir bastante; e c) é provável que eu apanhe ao divulgar o resultado da experiência. Muita gente acredita que meu aniversário foi mesmo 17 de dezembro.
Observações finais:
- Pelos motivos aqui expostos, a minha posição a respeito de aniversários é bem clara: eu não acredito. Então não espere que eu me lembre do seu aniversário ou te dê um abraço só por causa disso.
- Não adianta, eu não revelo a data do meu aniversário, tendo em vista que: a) é improvável que alguém acredite; b) é improvável que alguém ainda queira me desejar feliz aniversário depois de ter caído na minha pegadinha; e c) receber um monte de recadinhos “só pra constar” porque é meu aniversário? Não, obrigada.
- Ah, e me ajudem a entender: “parabéns” pelo QUÊ, cara pálida? Por ficar um ano mais velha? O que significa você ser parabenizado por algo que não teve escolha: o dia em que nasceu? Quem tiver uma resposta para me enviar, eu agradeço. Pra mim, isso não faz sentido nenhum.
Largou a faculdade. Não precisaria dela para a profissão que queria seguir: rico.
Nota: todos os microcontos encontrados neste blog são de autoria de Aline Valek. A própria.
Nota2: Este foi o primeiro microconto que escrevi, EVER. Inspirado em Steve Jobs.
O bom da terapia era que podia colocar todas as cartas na mesa. O problema é quando o psicólogo podia formar uma canastra real.
Sempre quando acontece um alinhamento de planetas, algo muito ruim está para acontecer e castigar a Terra. Imagine então quando acontece um alinhamento de provas, todas na mesma semana. Como a autora que vos fala está passando por uma difícil semana (que os deuses queiram que seja a última do semestre), só quando esse tormento terminar vou poder prometer, do mesmo jeito que as Casas Bahia, “dedicação total a você”.
Mas hoje eu não podia fugir desse assunto, afinal, hoje à noite tem prova. Mas, sério, juro que eu não entendo: o quê exatamente na palavra PROVA tem o poder de deixar as pessoas em pânico?

“Não entre em pânico”. Se eu tivesse um conselho, e apenas um, para dar a quem está prestes a fazer alguma prova, este seria o conselho. O bom e velho Douglas Adams já sabia bem disso. Afinal, prova nada mais é que o meio que os professores usam para saber se vão se livrar ou não logo de você. Se você vai às aulas, lê os livros e textos indicados, ao menos entende por que você está estudando aquela disciplina, não há razões para ter medo de uma prova que só vai (como diz o nome) PROVAR que você sabe mesmo. Agora, se você passou o semestre inteiro sem aprender nada e nem sabe o que estava fazendo ali, também não adianta desesperar. Você não vai aprender na véspera o que você não aprendeu o semestre inteiro. Então relaxa e goza, você já está fodido mesmo.
E toda vez é sempre a mesma coisa. Você tenta ler, revisar (ou em casos extremos, aprender) de última hora a matéria que vai cair, e na hora do “vamos ver” acaba caindo exatamente aquela questão que foi ignorada justo por ser tão boba. E exatamente por ser tão boba, é a que você mais vai se enrolar para tentar explicar.
Mas aí vai outro conselho valioso: nunca subestime um professor. Você não sabe mais do que ele (e mesmo se souber, é ele que ainda dá as cartas). Então se você não souber uma questão, não tente enrolar para tentar na sorte conseguir pelo menos uma “meio certa”. Só enrole se a sua capacidade de enrolação e persuasão for inversamente proporcional à sua capacidade de aprendizagem que o trouxe até essa situação deplorável. E por mais que eu saiba que eu consiga escrever uma resposta genuinamente enganadora, sei que professor tem um sensor que detecta cara-de-pau quando diante de um. Por isso, quando não dá mesmo, é preferível ser honesto consigo mesmo e aceitar que você é um loser.
Questão: Explique como acontece a compressão do formato MP3 e fale sobre amostragem, escolha de frequência, etc, etc, etc.
(após muito tempo sem saber como escapar dessa…)
Resposta: Ok, essa eu não sei.
Eu perco o ponto mas não perco a piada. Mas eu entrei em pânico? Nãããão.
E aí me lembro de uma vez que estava discutindo com um amigo sobre isso, e ele me respondeu que as pessoas ficam naturalmente desesperadas porque a prova é um momento onde precisam mostrar que são melhores e não podem ficar para trás. Ele até tem razão. Mas se você está com medo, é porque você já ficou para trás.
PS: Não parece nem um pouquinho contraditório para nenhum de vocês que a prova, que tem como objetivo PROVAR se você aprendeu, permita que você estude especificamente para responder o que ela quer que você responda? Devia ser considerado trapaça, não acham? A não ser que a prova seja só um mecanismo banal de aprovar / reprovar. (…) Hm. Melhor eu dar uma olhada no conteúdo então.