Este blog surgiu em 2009, quando adquiri um pequeno terreno na internet, cheio de mato, mas muito promissor – nada que uma boa capinada não resolvesse.

Logo se tornou um espaço bastante pessoal, não por ser um “diário”, mas por refletir a minha perspectiva sobre o mundo. Por isso, o blog nunca foi sobre um determinado segmento, como “blog de livros”, “blog feminista” ou “blog de moda”, mas sobre um universo de coisas que me inquietam, incomodam, inspiram ou interessam.

O resultado é a mistura de textos ficcionais e de opinião que você encontra aqui. São textos sobre os mais diversos assuntos, às vezes abordados com raiva, às vezes cheios de maluquices, às vezes sutis, às vezes muito honestos. Parecem fazer parte de universos completamente diferentes; mas, se você olhar com atenção, vai perceber que eles fazem parte de uma mesma constelação.

O blog me possibilita atravessar o mundo sem me afogar. Uma vez Nietzsche disse: “a arte existe para que a realidade não nos destrua”. Isso descreve com exatidão porque escrevo – no blog e fora dele.

Já ficou olhando por bastante tempo para peixes num aquário? Já se perguntou se eles acham que nós, do outro lado do vidro, também estamos nadando? Ou, voltando um pouco, já se perguntou se eles sequer sabem do vidro?

Essa é uma pergunta que me fascina. Acho que os peixes já ficariam bem espantados se soubessem da água.

O mais interessante? Nós somos esses peixes. Estamos tão mergulhados nessa realidade que sequer somos capazes de vê-la. Seguimos nadando e cuidando de nossos assuntos muitas vezes ignorando a água que nos cerca.

Pois bem. Eu quero ver a água. Eu quero mostrar a água. Eu quero desconstruir a água a nível molecular.

E uma das formas que encontrei para fazer isso é escrever neste blog. Espero que goste – e se incomode bastante.