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Até aqui, tem sido uma busca por pegar distância. Distanciamento para ver com clareza, para ver como as peças se encaixam, como os padrões se repetem. Não para entender, que entender é verbo definitivo demais. E a distância ajuda a ver o quanto é transitório todo esse rolê: as pessoas que passam, o corpo que me move, o cenário onde tudo isso acontece. É movimento. Porque mesmo no que se repete, algo muda. Como num planeta em órbita: embora gire em torno da mesma estrela, passam-se os ciclos e ele nunca estará no mesmo lugar do espaço.

fotografias: Marcos Felipe

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