Só a linguagem é estruturante de sentido. Acho que é dentro dela que toda busca, toda investigação acontece.

– Entrevista para a newsletter do escritor Eric Novello (janeiro de 2019)

 Ansiedade surge diante de algo imprevisível, do sentimento de não estar no controle, de não saber para onde ir. Mas com projetos mais longos ocorre justamente o oposto, porque consigo ver com mais clareza um processo com etapas previsíveis

– Entrevista para o site Como eu Escrevo (maio de 2018)

os diálogos não estão na mesma frequência, são cortados. Acho que está todo mundo, na verdade, falando sozinho e ninguém se ouvindo. Essa é uma das formas de contar essa história: falha na comunicação. As pessoas não se entendem, a gente não entende o que está ao nosso redor e nem é capaz de entender as outras criaturas. Será que a gente pode se considerar uma vida inteligente, se a gente não tem essa capacidade básica?

– bate-papo sobre “As águas-vivas não sabem de si”, no Café Paulicéia (março de 2018)

a exposição que vale a pena é a que revela nossas vulnerabilidades.

– Entrevista para o site Lamparina Scope (setembro de 2017)

Muita gente me pergunta quais dos seres retratados no livro são reais. Prefiro não dizer porque acho que todas as criaturas que vivem no oceano são fantásticas.

– Entrevista sobre As águas-vivas não sabem de si, meu trabalho como ilustradora, meu processo criativo e sobre a zine Bobagens Imperdíveis para a Revista Publiquei. (abril 2017)

Há homens que escrevem ótimas personagens femininas, e isso nada mais é do que um escritor fazendo um bom trabalho. Merece reconhecimento. O problema é que as escritoras, quando escrevem personagens masculinos ou femininos com a mesma qualidade, não têm o mesmo reconhecimento dos colegas homens.

– Entrevista para a VICE “Escritoras brasileiras falam sobre a dificuldade de publicar no país”. (abril de 2017)

Se tem algo que este livro não é, é oxigênio. É uma asfixia, na realidade. O papel da literatura é nos tirar da zona de conforto. Com As águas-vivas não sabem de si eu realmente tentei fazer algo que sacuda o leitor, que o perturbe.

– Entrevista para a coluna “Conta Aí”, no blog da Editora Rocco, sobre As águas-vivas não sabem de si. (fevereiro de 2017)

A arte deve mirar nessa verdade, não num ideal do que é “correto”. Quem tenta dizer o que é “correto” ou inventar um ideal do que deveríamos ser é a propaganda. Arte é outra coisa. Arte é espaço para provocar, perturbar, chacoalhar a ordem vigente, demolir certezas e deixar umas dúvidas no lugar.

– Entrevista para o blog Cantão, sobre literatura, zines, feminismo e As águas-vivas não sabem de si. (março de 2017)

Vivemos em tempos de trevas. A literatura, mais do que um refúgio, é ferramenta importante para conseguirmos ver com clareza nosso mundo. A gente se agarra a ela, então, porque já não resta muita coisa. Só não podemos deixar que levem nossa imaginação; é ela a nossa corda para sair desse buraco.

– Entrevista para o blog Ficções Humanas sobre o livro As Águas-vivas não sabem de si. (fevereiro de 2017)

O que importa realmente pra mim é colocar verdade em tudo o que eu faço, para que consiga tocar a verdade que há dentro de outra pessoa. Escrevo para conseguir essa conexão, nem que seja com uma única pessoa.

– Entrevista para o site Alpaca Press. (novembro de 2016)

 Parece papo de maluco, mas precisei conversar muito com meus personagens, especialmente com a Corina, para entender a motivação de cada um e para saber como eles gostariam de contar a história deles.

– Entrevista para o blog Corujas de Biblioteca sobre o livro As águas-vivas não sabem de si. (junho 2016)

 Mais mulheres escrevendo trazem a possibilidade de outros pontos de vista na literatura. É a possibilidade de ouvirmos as vozes que foram sempre sufocadas e vermos que mulheres são diferentes, que não podem ser resumidas em clichês, que têm suas próprias histórias para contar.

– Entrevista para o site do SESC sobre o papel da mulher na literatura. (março 2016)

A mulher está sempre em um papel secundário e eu penso: é só essa a representação que a gente tem?

– Entrevista para a revista Contexto, sobre a representação da mulher no gênero da ficção científica. (setembro de 2014)

Tem pouca coisa nesse segmento da literatura e o que tem não nos representa. A gente gosta de ficção científica e a gente acha que pode ter coisas diferentes

– Entrevista para o site Motherboard, da VICE, sobre o projeto Universo Desconstruído. (abril de 2015)

Quando me apropriei do ‘título’ de escritora foi justamente por entender que eu estava comprometida com esse trabalho. E também por entender que esse ‘título’, no final das contas, não significa nada. Que o que importa não é quem eu sou ou o que digo ser; mas aquilo que eu faço.

– Entrevista para o site Capitolina sobre mulher na literatura, minha trajetória como escritora e conselhos para as jovens que desejam ser escritoras. (junho de 2015)

Tudo que eu escrevo é ficção. A verdade é irrelevante, o importante é o que aquilo leva a pessoa a refletir.

– Entrevista dada para o programa Estúdio Móvel na TV Brasil (minuto 17), apresentada por Liliane Reis. (julho de 2013)

Nunca nos deram nada de mão beijada; se a gente não tem espaço, a gente não espera o convite: a gente o invade. A literatura não é um meio inacessível e sagrado. A literatura é nossa também. Cabe a nós reivindicá-la e saber que não estamos sozinhas nesse trabalho.

– Entrevista para a Revista Fórum sobre meus trabalhos e sobre o espaço da mulher na literatura. (junho de 2015)

Só sei escrever, então faço da escrita a minha militância.

– Entrevista para o site Donas da Casa sobre feminismo, escrever na internet e trabalhar em casa. (junho de 2014)


Em vídeo

Entrevista sobre representatividade, escrita, personagens babacas, processo criativo, teoria do mágico, num papo para o canal Imerso TV.

Entrevista para o podcast Coisas que a gente cria, sobre meu livro e meu processo de criação e produção:

Entrevista sobre cultura nerd para o programa Yes We Cat do canal Think Olga.


Créditos das fotos: Marcos Felipe

Escritora, ilustradora, ilusionista. Conto quem eu sou um livro por vez.

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