Quando livros são cachimbos de ópio

Imagem de uma HQ, com o título "Quando livros são cachimbos de ópio". Na ilustração, o escritor Julio Cortazar numa poltrona fumando um cachimbo, usando roupa azul e pantufa de coelhinho rosa. Dentro da fumaça verde que sai do cachimbo, vem o texto com o trecho: "os que me censuram escrever romances onde quase continuamente se põe em dúvida o que se acaba de afirmar ou se afirma teimosamente toda razão de dúvida, insistem em que o mais aceitável de minha literatura são alguns contos onde se nota uma criação unívoca, sem olhadas para trás ou passeinhos hamletianos dentro da própria estrutura do narrado." Abaixo, a ilustração do livro "La vuleta al día em ochenta mundos". Dentro da fumaça verde, o texto continua: "Parece-me que esta distinção taxativa entre duas maneiras de escrever não se funda tanto nas razões ou acertos do autor... quanto na comodidade daquele que lê." Na ilustração seguinte, Cortázar, pousa o cachimbo na mesinha ao lado da poltrona. O texto continua: "Para que voltar ao fato sabido de que quanto mais se assemelha um livro a um cachimbo de ópio mais satisfeito fica o chinês que o fuma, disposto no máximo a discutir a qualidade do ópio, mas não seus efeitos letárgicos". A última parte do texto, em destaque, aparece sobre a fumaça verde que sai do cachimbo rosa, agora em primeiro plano. No rodapé, a fonte do trecho: "Julio Cortázar em 'Voltando a Eugênia Grandet', em 'A volta ao dia em oitenta mundos'".

Escritora, ilustradora, ilusionista. Conto quem eu sou um livro por vez.

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